Here we are, in the best years of our lives.
Tu estás tão cheio de incertezas, que te assemelhas a um balão, com demasiado ar. E eu vou sempre soprando lá para dentro. Eu e o resto do mundo. E os suspiros também para lá vão, a modos que me questiono quanto tempo aguentarás. E verdade seja dita, estás a sair-te muito bem. Ou verdade seja escondida e, de mim, escorre, desilusão. Porque meu amor, eu acreditava em ti e era uma crente tão convicta.
and here we are, on the best day of our lives..
tu corrompes cada segundo da nossa felicidade anterior. Como consegues tu, ser tão cruel assim?
terça-feira, 21 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Sou instável e insegura e metade das palavras que profiro, ainda que com intenção, têm, maioritariamente, efeitos antitéticos. Temo cada vez que te vejo afastar, ainda que provisoriamente. Assusto-me com facilidade. Anseio protecção perante toda a minha inconstância. Estendes-me a mão cada vez que me desoriento e, aquando de cada perda de rumo, tu estás sempre atrás de mim, a sussurrar-me as coisas mais bonitas de se dizerem. E a minha sensação é que faço sempre tudo errado e digo sempre o contrário do que seria suposto. Tu sabes sempre dizer as coisas certas e tens sempre gestos gentis e eu sinto-me a pior pessoa do mundo, sem conseguir retribuir tudo o que me dás, voluntariamente.
Mas eu quero-te por perto. O mais perto que te for possível e perto o suficiente para que te mantenhas para sempre - desta vez é mesmo a sério- para sempre, comigo. Porque eu lembro-me de cada pedaço de conversa, mesmo daquelas em que pensas que estou noutro lugar qualquer, longe de ti e eu admiro toda a paciência que tens comigo, porque sei que, embora muito versátil, tenho 90% de caminhos tenebrosos.
eu simplesmente tenho medo.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Mas tu nunca tens estado por perto. Não é verdade? Eu não sou a pessoa que idealizaste e, curiosamente, eu sempre pensei que que terias alguma espécie de capacidade especi9al que te permitisse que me conhecesses por dentro. Mesmo aqueles segredos tão obscuros que evitasses tocar neles. Enfim, algo que um dia alguém se lembrará de inventar e, aí, talvez consigamos resolver os nossos problemas. E na verdade, tu não tens realmente culpa, simplesmente não me conheces.
Não, não é mesmo nada sério. No entanto - tenho de admitir- assemelhas-te a uma sombra: sempre que me volto, tu estás aqui, sempre que os meus olhos irradiam felicidade, eu olho em meu redor, sempre à tua procura. À procura do teu sorriso de consentimento, que me enche de orgulho e me dá vontade de sorrir para sempre. Pareces uma sombra dos fragmentos mal colados que me compõem.
sábado, 11 de dezembro de 2010
Eram separados por cercas de madeira de cedro, já quase desfeitas em farripas. Corria, lentamente, uma cascatazinha saudosa, dos tempos em que presenciava enamorados românticos. Tinha vindo a perder vigor - as suas águas quase pareciam paradas, reflectindo o agoiro de um céu camuflado de nuvens pesadas. Por vezes, o tilintar das águas nas pedras musgosas parecia recitar melodias. Na Primavera, enchia-se de malmequeres selvagens e, posteriormente, de margaridas. E todas tão bonitas! E que paisagens tão floridas eram aquelas, alvo das objectivas dos turistas mais intrometidos. No entanto, nada era, realmente, captado, porque aquele era o esconderijo de muitas recordações, que ficaram paradas no tempo.
5 a.m Eu acordo todas as noites, do mesmo modo. Assustada, entre lençóis revoltos e estores entre fechados, janelas entreabertas, feixes de luz num quarto de esperanças apagadas. Detesto cada momento em que as almofadas te substituem. Porque bem, não é que, na maioria das vezes, as pessoas são substituídas por objectos frios e perfeitos? Eu sempre apreciei cada detalhe das tuas imperfeições, que me fascinavam. Mas agora, onde foram parar as tuas chaves de minha casa? Os nossos planos miseráveis? Agora trocamos sorrisos fingidos, não é mesmo? Eles hão-de levar-te longe, hão-de.
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