sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Sou instável e insegura e metade das palavras que profiro, ainda que com intenção, têm, maioritariamente, efeitos antitéticos. Temo cada vez que te vejo afastar, ainda que provisoriamente. Assusto-me com facilidade. Anseio protecção perante toda a minha inconstância. Estendes-me a mão cada vez que me desoriento e, aquando de cada perda de rumo, tu estás sempre atrás de mim, a sussurrar-me as coisas mais bonitas de se dizerem. E a minha sensação é que faço sempre tudo errado e digo sempre o contrário do que seria suposto. Tu sabes sempre dizer as coisas certas e tens sempre gestos gentis e eu sinto-me a pior pessoa do mundo, sem conseguir retribuir tudo o que me dás, voluntariamente. Mas eu quero-te por perto. O mais perto que te for possível e perto o suficiente para que te mantenhas para sempre - desta vez é mesmo a sério- para sempre, comigo. Porque eu lembro-me de cada pedaço de conversa, mesmo daquelas em que pensas que estou noutro lugar qualquer, longe de ti e eu admiro toda a paciência que tens comigo, porque sei que, embora muito versátil, tenho 90% de caminhos tenebrosos. eu simplesmente tenho medo.

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