domingo, 17 de julho de 2011

serás sempre recordado.não apenas na tua data, mas com especial atenção nela.

quinta-feira, 16 de junho de 2011

insultos. gritos. silêncios. lágrimas. insultos. um ambiente caracteristico, familiar. nós podemos sempre negar a bagagem que trazemos. Não temos, necessariamente, de deixá-la de repente. Mas temos de saber quando abrir mão dela. Temos de conseguir definir que não a queremos para nós. Nós não carregamos a nossa bagagem. Nós temos, às costas, na cabeça, na memória e no coração, toda a bagagem carregada, sofrida e pisada, que nos calhou por herança.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

Blackbird singing in the dead of the night
Take these broken wings and learn to fly
All your life
You were only waiting for this moment to arise.

Blackbird singing in the dead of the night
Take these sunken eyes and learn to see
All your life
You were only waiting for this moment to be free.

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Eu gostava que soubesses- eu gostava mesmo que o soubesses. (MFBRP)

segunda-feira, 11 de abril de 2011

Nunca me habituarei a ter ido embora. E, no entanto, tenho ido, aos poucos. Voltarmos, não é a mesma coisa se não ficarmos. Nós voltamos sim, para depois podermos ir embora. há-de chegar alguém, que não nos faça ir.
Cercas. Existem cercas a tentar circunscrever as pradarias, invadidas por flores selvagens e ervas daninhas, habitantes por direito dessas terras sem dono. Nós temos a música, as linhas, as cores. Nós temos os tecidos amarrotados e o chilrear dos pardais, quais compassos temporais. Nós temos as cordas e as teclas de pianos desafinados, tocados ao de leve por ventos fracos. Nós somos partículas de vento, demasiadamente pouco densas para nos conseguirmos segurar à terra. E depois, quando nos elevamos demasiado, vagueamos em incertezas. Ouvimos o som dos ponteiros, em surdina. Está-nos incrustado. Planeamos minutos, queremos partilharmo-nos com todos. Um dia, teremos todo o tempo do mundo e aperceber-nos-emos que o perdemos. Perdemos o tempo, que é tão imenso, perdemos o nosso tempo- que tem um limite, sabes?- e tu perdeste todo o nosso tempo, ao gastá-lo com os outros. Espero que estejas a ser muito feliz e que, quando cá já não estiver, tenhas uma resposta diferente. Terás todo o tempo do mundo. Para quê?!

domingo, 10 de abril de 2011

O mundo é grande, e bonito, e cheio de cores, os passarinhos cantam e tu.. bem, tu bates-me com o olhar! (mundo da Joaninha, roxo às bolas brancas, que ela diz que são riscas laranja!).

quinta-feira, 31 de março de 2011

Ambas as nossas opiniões são excessivamente coerentes. Ainda que demasiado dramáticas e drásticas, são reflexivas. As nossas falhas estão disfarçadas, com camadas de pó de celeiro, a preencher os poros. Imperfeições encobertas. Como dizes, tão diferentes. São as nossas distintas marcas que nos completam.

sexta-feira, 25 de março de 2011

estavas a descansar de ser feliz

quinta-feira, 24 de março de 2011

o tempo, subitamente solto pelas ruas e pelos dias,
como a onda de uma tempestade a arrastar o mundo,
mostra-me o quanto te amei antes de te conhecer.
eram os teus olhos, labirintos de água, terra, fogo, ar,
que eu amava quando imaginava que amava. era a tua
a tua voz que dizia as palavras da vida. era o teu rosto.
era a tua pele. antes de te conhecer, existias nas árvores
e nos montes e nas nuvens que olhava ao fim da tarde.
muito longe de mim, dentro de mim, eras tu a claridade.


PEIXOTO, José Luís da

terça-feira, 1 de março de 2011

As madrugadas têm um semblante especial. As madrugadas na cidade, têm uma espécie de aroma e cor diferentes. Os prédios, tal como camisas já desbotadas, afiguram-se cada vez menos coloridos, com uma estranha textura e rabiscados, desprovidos de significado lógico. As estradas assemelham-se a um coração destroçado: têm tantos buracos e estão tão desfeitos, feitos de materiais tão instáveis. Nos estendais, as toalhas gastas esvoaçam com o vento, que está, particularmente, arisco, esta manhã. Vidros lacrimejados pelas lágrimas da chuva, secos pela calmaria das marés. Tal como nós.

Lá fora as cerejeiras bravas florescem. E os tentilhões povoam os pedacinhos de terra da cidade, em busca de alguma migalha que, eventualmente, alguma menina tenha deixado cair. A Primavera chegou amor, como sempre, antes do tempo!
"E Balança ao vento.
E canta.
E às vezes chora.
Poisam-lhe os pássaros e as lágrimas da chuva"

Matilde Rosa Araújo

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

23:35):
não é bonito
23:36):
porquê?
(23:36):
porque dói
sempre do mesmo modo. E depois admiras-te. Barafustas e exclamas, como se fosse algo completamente imprevisível. Cada um colhe, as flores que semeia. Eu cuido, cuidadosamente, do meu canteiro, e entre as margaridas e os crisântemos, lá estão eles: pequeninos, os amores perfeitos. Tu não. Tens um pedaço de terra, cheio de ervas. Tens flores murchas no canto e pétalas soltas na terra. Tens folhas e ramos secos - tudo vestigios bem bonitos, para guardar numa caixinha de recordações. E ambos reflectem o que somos. Embora com bastantes falhas, eu estou cá. Estou cá para ti, como não estou para mais ninguém, e como já estive tantas vezes para tantos outros (que também deixaram o canteiro desfalecer). Há muito, muito tempo. Tu olhas para o lado, desvias-te. Expressas um sorriso de vez em quando, e eu finjo acreditar que está tudo bem. Descuras os pormenores e eu, eu começo a sentir-me cansada de colmatar as tuas, constantes, lacunas. Usa os teus pauzinhos para acender uma fogueira. Nós temos vindo a perder o calor e o conforto. E uma vez apagada, eu não tenho a certeza se conseguimos reacendê-la.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Somos como peças de puzzles. Daqueles que recebíamos em pequenos e, depressa, perdiamos as peças todas, espalhadas pelos cantos do quarto, da sala, dos bolsos meios cheios e das mochilas de escola. Nós não nos encontramos porque, tal como a elas, não nos damos ao trabalho de nos procurarmos.

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Tu terias estado cá. Ter-me-ías abraçado e colocado ao teu colo, porque sempre assim foi. Ter-me-ías dito que não é mais do que uma fase, que o mundo sim, é bonito, que eu devo alimentar essa crença. Não, talvez não, mas não importa. Mesmo sem tudo o resto, tu terias estado cá.

Boa noite.
Amizades, são meios rosados, de nos magoarmos mais docilmente.
Há um saquinho. Um saquinho guardado -bem guardado- algures. Lá dentro, tem daqueles pozinhos de contos de fadas - aqueles em que nós acreditamos quando somos pequenos e, à medida que crescemos, vamos perdendo o seu rumo e a magia de acreditar, que é necessária para o reencontrar. E, quando damos por nós, estamos realmente vazios. Eu tenho um saquinho. Um saquinho, com flores de alecrim e folhas de cidreira. Um saquinho, com uma fita dourada a prender as pontas já desfeitas de serapilheira. Eu tenho um saquinho, já bastante "Copo meio cheio", debaixo da cama.

sábado, 22 de janeiro de 2011

as saudades vêm e vão, sempre do mesmo modo. depois, simplesmente, deixam de fazer sentido.

quarta-feira, 19 de janeiro de 2011

as pequenas boas meninas nunca são felizes.

sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Now, I've got nothing left to lose, you take your time to choose,
I can tell you now without a trace of fear
[i just love you. -is it too much?
The world is broken, and halos fail to glisten
We try to make a difference but, no one wants to listen

terça-feira, 4 de janeiro de 2011

Houve outrora um palácio, hoje em ruínas,
Fundado numa rocha, à beira-mar...
Donde se avistam lívidas colinas,
E se ouve o vento nos pinhais pregar.
Houve outrora um palácio, hoje em ruínas.

Nesse triste palácio inabitável,
As janelas sem vidros, contra os ventos,
Batem, de noite, em coro miserável,
Lembrando gritos, uivos e lamentos.
Nesse triste palácio inabitável...

Só resta uma varanda solitária,
Onde medra uma flor que bate o norte,
Sacudida de chuva funerária,
Lavada de um luar branco de morte.
Só resta uma varanda solitária...

Como nessa varanda apodrecida
Em minha alma uma flor também vegeta...
Toda a noite dos ventos sacudida,
Íntima, humilde, lírica, secreta,
Como nessa varanda apodrecida...

GOMES Leal
Where did I go wrong? I lost a friend,
Somewhere along in the bitterness.
And, do you know?I would have stayed up with you all night

I've Tried to slip past your defense
Without granting innocence
I have to lay down a list of what is wrong
The things i've told you all along