segunda-feira, 4 de novembro de 2013

Come home
Come home
Cause I've been waiting for you
For so long
For so long
And right now there's a war between the vanities
But all i see is you and me
Cause the love that I'm holdin'
Will still be here in the morning
We could be amazing!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

There's nothing else to compare
The sight of you makes me weak
There are no words left to speak
But if you feel like I feel
Please let me know that it's real
You're just to good to be true
Can't take my eyes off you
 
I love you baby, and if it's quite alright
I need you baby to warm the lonely nights
 
[vernizes carmim e cereja]

quarta-feira, 19 de junho de 2013

Can I sail thru the changing ocean tides
Can I handle the seasons of my life


Well, I've been afraid of changing 'cause I built my life around you
But time makes you bolder
Children get older
I'm getting older too

segunda-feira, 27 de maio de 2013

It's for people like you that keep it turned on
So excuse me forgetting but these things I do
You see I've forgotten if they're green or they're blue
Anyway the thing is what I really mean
Yours are the sweetest eyes I've ever seen
 
porque tens estado tão longe de mim ou porque te deixei afastar. Independentemente disso, eu quero-te tão indefinidamente perto. Talvez tenha pedido demasiado, talvez tenha requerido o que não me dizia respeito ou talvez tenha simplesmente pedido algo com uma força insuficiente.
Por favor, só preciso que te reaproximes.
Cada vez mais nos afastamos dos ideais que alimentámos durante aquilo que consideramos muito tempo. Deixamos fugir o tempo por entre vernizes estalados e pensos nos pés. Ansiámos o negro em contraste com as outras alegres cores. O meu laranja berrante, tão enfatizado ao longo deste percurso e que me define enquanto passarinho verde em musgo escorregadio.
Quem diria que o negro pode ser tão ou mais luminoso que todas as restantes tonalidades?

quinta-feira, 28 de março de 2013

Cores que preencheram as nossas terças. Gritos e vozes desafinadas que nos animaram. Experiências forçadas. E, no entanto, reconhecemos ali toda uma família, diferente da original é certo, mas, ainda assim, uma família. Aquela que nos acompanha nos percalços do quotidiano, que lamenta connosco a passagem do tempo, que partilha a nossa emoção desmedida perante um traje negro e que recorda com um sorriso nervoso os nossos momentos de humilhação. Um conjunto de pessoas que desaparecerão brevemente das nossas vidas, com as quais perderemos o contacto, pormenor que fincamos em não lembrar. Jogos de mãos, tentativas, orgulho comum entre crescidos e novatos.  Este ano não senti a vinda das laranjeiras. Mas encontrei pessoas, tantas pessoas, tão mais semelhantes a mim do que as anteriores, pessoas que me acompanham nas mais diversas etapas. Os passarinhos este ano cantaram mais tarde. Apenas há poucos dias. Independentemente do seu atraso, tu sabes o que isto significa. A Primavera finalmente chegou e, com ela, todo um conjunto de felicidades guardadas, à espera de serem libertadas!

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

I walked across an empty land
I knew the pathway like the back of my hand
I felt the earth beneath my feet
Sat by the river and it made me complete


Oh! Simple thing where have you gone
I'm getting old and I need something to rely on
So tell me when you're gonna let me in
I'm getting tired and I need somewhere to begin


I came across a fallen tree
I felt the branches of it looking at me
Is this the place, we used to love?
Is this the place that I've been dreaming of


And If you have a minute why don't we go
Talking about that somewhere only we know?
This could be the end of everything
So why don't we go
Somewhere only we know?
(Somewhere only we know)
 
Costumas dizer que precisas de fotografias. Precisas desesperadamente de fotografias para acumular numa caixa de recordações porque, segundo argumentas, de outro modo nunca poderás provar a minha existência. Clamas que, quando fores velhinha e senil, todos vão pensar que inventaste uma companhia que te acompanhasse nas aventuras insinuosas daquela que foi a tua juventude. Eu também tenho um album vazio que me fixa quotidiariamente como que indignado pela falta de dedicação. E, tenho forçosamente de admitir, estás repleta de razão. A ausência de evidências baralha-nos e incita-nos a duvidar da pureza das nossas lembraças, adulteradas pelas emoções da perda e do distanciamento. Eu quero viemente acreditar na não necessidade de te catalogar num conjunto de páginas atadas com ráfia. Tudo isto resulta da minha incrivel vontade de garantir que não precisarei de ser lembrada porque, ao contrário de todos os outros, tu ficarás para sempre comigo. Para sempre e mais um dia.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Nós costumavámos imaginar conjuntamente, envolver a terra revolvida no meu vestido, chapéus de palha entre a relva descuidada destes bairros alfacinhas e as ervas dos arredores da cidade dos estudantes. Prometíamos sempre mais tempo, mais paciência, mais melros em nosso torno e mais ar a cheirar a flores,. Até mais correrias aparvalhas motivadas pela presença não inofensiva das pequeninas abelhas! Prometíamos mais carros de mão carregados de pinhas, mais formas e desenhos vistos em nuvens, mais gargalhadas inaudíveis. Havia um tempo em que os relógios ficavam em casa, só para podermos justificar os nosso atrasos pela perda da noção de tempo. Prometíamos. Prometíamo-nos. Sempre em silêncio, silêncio no qual nos tornámos.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Gosto muito de te ver, Leãozinho
Caminhando sob o sol
Gosto muito de você, Leãozinho

Para desentristecer, Leãozinho
O meu coração tão só
Basta eu encontrar você no caminho

Um filhote de leão, raio da manhã
Arrastando o meu olhar como um ímã
O meu coração é o sol pai de toda a cor
Quando ele lhe doura a pele ao léu

Gosto de te ver ao sol, Leãozinho
De te ver entrar no mar
Tua pele, tua luz, tua juba

Gosto de ficar ao sol, Leãozinho
De molhar minha juba
De estar perto de você e entrar numa

Costumava ser assim. Porque insistes em amargurar as nossas vivências?
"É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um caco de vidro, é a vida, é o sol
É a noite, é a morte, é o laço, é o anzol
É peroba do campo, o nó da madeira
Caingá candeia, é o Matita-Pereira

É madeira de vento, tombo da ribanceira
É o mistério profundo, é o queira ou não queira
É o vento ventando, é o fim da ladeira
É a viga, é o vão, festa da cumeeira
É a chuva chovendo, é conversa ribeira
Das águas de março, é o fim da canseira
É o pé, é o chão, é a marcha estradeira
Passarinho na mão, pedra de atiradeira

É uma ave no céu, é uma ave no chão
É um regato, é uma fonte, é um pedaço de pão
É o fundo do poço, é o fim do caminho
No rosto um desgosto, é um pouco sozinho


É um estepe, é um prego, é uma ponta, é um ponto
É um pingo pingando, é uma conta, é um conto
É um peixe, é um gesto, é uma prata brilhando
É a luz da manha, é o tijolo chegando
É a lenha, é o dia, é o fim da picada
É a garrafa de cana, o estilhaço na estrada
É o projeto da casa, é o corpo na cama
É o carro enguiçado, é a lama, é a lama

É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um resto de mato na luz da manhã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto do toco, é um pouco sozinho
É uma cobra, é um pau, é João, é José
É um espinho na mão, é um corte no pé
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É um passo, é uma ponte, é um sapo, é uma rã
É um belo horizonte, é uma febre terçã
São as águas de março fechando o verão
É a promessa de vida no teu coração

É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho
É pau, é pedra, é o fim do caminho
É um resto de toco, é um pouco sozinho

Link: http://www.vagalume.com.br/elis-regina/aguas-de-marco.html#ixzz2Ho015WkX
Subitamente, o meu olhar é desviado. Atento nas datas de todos os pequenos rascunhos deste blog. Remetem, os mais antigos, a 2010! Eu, que tive tanto ambição de blogs representativos de etapas, etapas que fazia questão de realçar, iniciando um novo, debruçando-me sobre um novo leque de cores, uma nova estrutura, uma linha de pensamento errantemente dispar, uma alegria contagiante por um passo à frente que, verdadeiramente, constituiam saltos indecisos entre as folhas de outono num inicio de janeiro ainda por despertar. Este é o mais longo, o menos completo, o mais subtil pedacinho de mim, que, ao invés de estar ansiosa por fechar, anseio por prolongar. É isto que o tempo nos traz.