sábado, 11 de dezembro de 2010
5 a.m Eu acordo todas as noites, do mesmo modo. Assustada, entre lençóis revoltos e estores entre fechados, janelas entreabertas, feixes de luz num quarto de esperanças apagadas. Detesto cada momento em que as almofadas te substituem. Porque bem, não é que, na maioria das vezes, as pessoas são substituídas por objectos frios e perfeitos? Eu sempre apreciei cada detalhe das tuas imperfeições, que me fascinavam. Mas agora, onde foram parar as tuas chaves de minha casa? Os nossos planos miseráveis? Agora trocamos sorrisos fingidos, não é mesmo? Eles hão-de levar-te longe, hão-de.
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