Queria ligar-te.
Sei que estás em formação e sei, por isso, que não é suposto.
Sei que atenderias. Se eu ligasse. Mas não consigo definir o que te dizer. Releio o que proferiste a noite passada, uma e outra vez. Tento formular um discurso que te transmita exatamente o que pretendo que saibas. Toda a verdade. Verdade é tudo o que tenho tentado dizer-te, não obstante a tua não crença nas minhas palavras...
Sinto-me uma sortuda sabendo-te aqui!
Eu vou, até morrer, ser tua, se me quiseres. *
(Quero o fim de semana que ainda não tivemos, em grande parte, por minha culpa. Quero que venhas e tenhamos o nosso dia em Sintra, dia planeado desde o dia em que me falaste da Quinta da Regaleira. Quero ver o Sol a perder brilho ao estender-se no teu corpo sobre a areia. Quero um dia de praia que só passei a desejar, de modo incontrolável e ilógico, desde que soube da tua paixão pela praia. Ofuscas tudo em teu redor.)
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