Alguns deles, um em particular, conhecem o melhor de mim. Conheceram-me no auge da definição dos meus valores e das primeiras vivências adolescentes. Tenho vindo a refletir sobre este assunto... Concluí, tardia mas com toda a certeza passível de ser sentida, que, de facto, eles conheceram o melhor de mim. Tu não.
Tu conheceste-me sem reservas. Conheces o que de bom eu tenho, reconheces traços que ninguém antes de ti conseguiu, e conheceste os meus momentos de mágoa. Contei-te, demonstrei-te, mostrei-te e permiti que vislumbrasses (sem to revelar diretamente) o meu eu. Com receio de que pudesses afastar-te mas com confiança no que somos e com amor redobrado de cada vez que estás presente. Chorei contigo no dia dos meus anos. Parecer-te-á insignificante, mas nunca pensei fazê-lo com alguém. E tu beijaste-me, afagaste-me o cabelo e disseste que estava tudo bem.
Para não mencionar tudo o que de incrível despertas em mim..
Outros poderão ter conhecido uma parte maravilhosa de mim, mas tu, oh meu amor, tu conheces-me.
Nunca antes me expus de forma tão aberta, tão sentida e tão envolvente.
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