terça-feira, 9 de junho de 2015

Costumo pensar nos amigos que tenho. No conjunto mínimo mas importante de pessoas que me acompanharam, cuja maioria são do teu desconhecimento, amor. Não que não tenhas ouvido os nomes ou uma ou outra história... mas com os quais nenhum de nós convive.
Alguns deles, um em particular, conhecem o melhor de mim. Conheceram-me no auge da definição dos meus valores e das primeiras vivências adolescentes. Tenho vindo a refletir sobre este assunto... Concluí, tardia mas com toda a certeza passível de ser sentida, que, de facto, eles conheceram o melhor de mim. Tu não.

Tu conheceste-me sem reservas. Conheces o que de bom eu tenho, reconheces traços que ninguém antes de ti conseguiu, e conheceste os meus momentos de mágoa. Contei-te, demonstrei-te, mostrei-te e permiti que vislumbrasses (sem to revelar diretamente) o meu eu. Com receio de que pudesses afastar-te mas com confiança no que somos e com amor redobrado de cada vez que estás presente. Chorei contigo no dia dos meus anos. Parecer-te-á insignificante, mas nunca pensei fazê-lo com alguém. E tu beijaste-me, afagaste-me o cabelo e disseste que estava tudo bem.  
Para não mencionar tudo o que de incrível despertas em mim..

Outros poderão ter conhecido uma parte maravilhosa de mim, mas tu, oh meu amor, tu conheces-me. 
Nunca antes me expus de forma tão aberta, tão sentida e tão envolvente.

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