terça-feira, 31 de julho de 2012
Pequena, por assim dizer. O tempo urge e, eventualmente, todos nos sentimos invadidos por um invulgar sentimento de nostalgia. Talvez a palavra pequena esteja aplicada incorretamente. Era nova, instavelmente nova e ingénua e, espantosamente, mais independente. Momentaneamente, as amarras são outras. Parecem tão frágeis, tão insignificantes, tão falsas. A liberdade de outrora permitia-me embrenhar-me em projetos utópicos, que eu abraçava com a força do mundo e a vontade de uma criança. E todas as minhas expressões eram sorrisos. Por vezes, vazios, mas, ainda assim, sorrisos. Gargalhadas até! Ironias, contrariedades. O medo preenche-nos, a saudade afunda-nos. Pedaços de alma que entregámos aos outros fazem-nos agora falta. A incerteza da segurança anteriormente recuperável assume o comando das nossas expectativas. Infelizes dos que não duvidam do poder da confiança quebrada e dos que fingem desdenhar da proeza dos pincéis!
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