Avião sem asa, fogueira sem brasa
Sou eu assim sem você
Futebol sem bola,
Piu-piu sem Frajola
Sou eu assim sem você
Por que é que tem que ser assim
Se o meu desejo não tem fim
Eu te quero a todo instante
Nem mil alto-falantes
Vão poder falar por mim
Amor sem beijinho
Buchecha sem Claudinho
Sou eu assim sem você
Circo sem palhaço
Namoro sem amasso
Sou eu assim sem você
Tô louca pra te ver chegar
Tô louca pra te ter nas mãos
Deitar no teu abraço
Retomar o pedaço
Que falta no meu coração
Eu não existo longe de você
E a solidão é o meu pior castigo
Eu conto as horas
Pra poder te ver
Mas o relógio tá de mal comigo
Por quê? Por quê?
Neném sem chupeta
Romeu sem Julieta
Sou eu assim sem você
Carro sem estrada
Queijo sem goiabada
Sou eu assim sem você
11 de novembro- 1ª canção cantada*
quinta-feira, 13 de novembro de 2014
terça-feira, 14 de outubro de 2014
domingo, 6 de julho de 2014
quinta-feira, 8 de maio de 2014
Quando o pouco que temos materializado dos nossos tempos irascíveis de adolescência continua repleto de sentido. E vivo, tão vivo como se tivesse sido hoje.
"Foste embora, já faz muito tempo. Na altura, quis seguir as tuas passadas mas depressa me percebi que caminhávamos os mesmos trilhos, a ritmos diferentes. Não foram as ideias ou os ideais que travaram a nossa contenda, mas tudo o resto. Fomos pessoas fracas. Fracas e subordinadas pela esperança."
"Foste embora, já faz muito tempo. Na altura, quis seguir as tuas passadas mas depressa me percebi que caminhávamos os mesmos trilhos, a ritmos diferentes. Não foram as ideias ou os ideais que travaram a nossa contenda, mas tudo o resto. Fomos pessoas fracas. Fracas e subordinadas pela esperança."
Reconheço que existem dias em que já não penso em ti. Decorrem semanas até que, por efeito secundário, te apoderas da parte de ti que se encontra apenas em mim. A nossa foi a única relação que juraria inquebrável. O teu carinho desmedido, o teu respeito inabalável, a tua indestrutível ideia de que me amavas. Contigo, a teu lado, nunca antes havia duvidado. Eras a pessoa que acreditei ficar comigo para sempre. Um sempre no qual não acreditava, uma eternidade encarada por mim como efémera, tempo sumido. Contigo, por ti, por tua causa, dei como assumida uma primavera perene.
Se pudesse dizer-te toda a falta que fazes, todo o vazio que deixaste no teu antigo lugar.
Todos os restantes ficam chocados com a minha não insistência, com a minha tão fraca persistência e tentativa em contactar-te, em trazer-te de novo para perto de mim. Não sinto que possa fazê-lo. Não me sinto no direito de te envolver novamente, de requerer o que outrora me deste. Entregaste-me demasiado de ti, entregaste-te excessivamente. Cuidaste de mim, consciente de que essa constituía a melhor forma de te manteres afastado de toda a mágoa que te exasperava. Esperaste por mim. Esperaste por mim muito tempo. Procurei fazer o mesmo por ti. Quis não te impor todas as regras das quais nos tinhas libertado anteriormente. Creio que não percecionei a dimensão que a tua distância acarretava. Não equacionei a possibilidade de ser o teu modo de ir embora. Não acreditei, ainda não compreendo, como não estás aqui. Sei que, irremediavelmente, não receberei flores, nem chamadas nem mensagens nem desejos de bons sonhos vindos de ti. Vez alguma. Sei-o e dói-me insuportavelmente. É incomportável saber que não voltarás, porque sei que te é preferível assim. Conheço-te e sinto que precisaste de te libertar. Não estou ofendida, ou zangada, ou triste por ti. Estou certa de que esta decisão, que sabes reversível, te trouxe orientação. Sei, principalmente, que necessitaste de recomeçar, como tão frequentemente te aconselhei, que te foi imperativo abdicar da realidade desconfortável em que te encontravas. Facilmente saberia como estás e que rumo tomaste. Todavia, devolvo-te a consideração com que sempre me trataste e deixo-te entregue ao que escolheste. A tristeza que evocas deriva somente do facto de não estares cá e de eu te querer desesperadamente comigo. És definitivamente o único que conhece o melhor de mim. Junto de ti, a minha melhor parte, a minha essência, Em ti, tão meu.
Se pudesse dizer-te toda a falta que fazes, todo o vazio que deixaste no teu antigo lugar.
Todos os restantes ficam chocados com a minha não insistência, com a minha tão fraca persistência e tentativa em contactar-te, em trazer-te de novo para perto de mim. Não sinto que possa fazê-lo. Não me sinto no direito de te envolver novamente, de requerer o que outrora me deste. Entregaste-me demasiado de ti, entregaste-te excessivamente. Cuidaste de mim, consciente de que essa constituía a melhor forma de te manteres afastado de toda a mágoa que te exasperava. Esperaste por mim. Esperaste por mim muito tempo. Procurei fazer o mesmo por ti. Quis não te impor todas as regras das quais nos tinhas libertado anteriormente. Creio que não percecionei a dimensão que a tua distância acarretava. Não equacionei a possibilidade de ser o teu modo de ir embora. Não acreditei, ainda não compreendo, como não estás aqui. Sei que, irremediavelmente, não receberei flores, nem chamadas nem mensagens nem desejos de bons sonhos vindos de ti. Vez alguma. Sei-o e dói-me insuportavelmente. É incomportável saber que não voltarás, porque sei que te é preferível assim. Conheço-te e sinto que precisaste de te libertar. Não estou ofendida, ou zangada, ou triste por ti. Estou certa de que esta decisão, que sabes reversível, te trouxe orientação. Sei, principalmente, que necessitaste de recomeçar, como tão frequentemente te aconselhei, que te foi imperativo abdicar da realidade desconfortável em que te encontravas. Facilmente saberia como estás e que rumo tomaste. Todavia, devolvo-te a consideração com que sempre me trataste e deixo-te entregue ao que escolheste. A tristeza que evocas deriva somente do facto de não estares cá e de eu te querer desesperadamente comigo. És definitivamente o único que conhece o melhor de mim. Junto de ti, a minha melhor parte, a minha essência, Em ti, tão meu.
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