terça-feira, 1 de fevereiro de 2011
Há um saquinho. Um saquinho guardado -bem guardado- algures. Lá dentro, tem daqueles pozinhos de contos de fadas - aqueles em que nós acreditamos quando somos pequenos e, à medida que crescemos, vamos perdendo o seu rumo e a magia de acreditar, que é necessária para o reencontrar. E, quando damos por nós, estamos realmente vazios. Eu tenho um saquinho. Um saquinho, com flores de alecrim e folhas de cidreira. Um saquinho, com uma fita dourada a prender as pontas já desfeitas de serapilheira. Eu tenho um saquinho, já bastante "Copo meio cheio", debaixo da cama.
sábado, 22 de janeiro de 2011
quarta-feira, 19 de janeiro de 2011
sexta-feira, 7 de janeiro de 2011
terça-feira, 4 de janeiro de 2011
Houve outrora um palácio, hoje em ruínas,
Fundado numa rocha, à beira-mar...
Donde se avistam lívidas colinas,
E se ouve o vento nos pinhais pregar.
Houve outrora um palácio, hoje em ruínas.
Nesse triste palácio inabitável,
As janelas sem vidros, contra os ventos,
Batem, de noite, em coro miserável,
Lembrando gritos, uivos e lamentos.
Nesse triste palácio inabitável...
Só resta uma varanda solitária,
Onde medra uma flor que bate o norte,
Sacudida de chuva funerária,
Lavada de um luar branco de morte.
Só resta uma varanda solitária...
Como nessa varanda apodrecida
Em minha alma uma flor também vegeta...
Toda a noite dos ventos sacudida,
Íntima, humilde, lírica, secreta,
Como nessa varanda apodrecida...
GOMES Leal
Fundado numa rocha, à beira-mar...
Donde se avistam lívidas colinas,
E se ouve o vento nos pinhais pregar.
Houve outrora um palácio, hoje em ruínas.
Nesse triste palácio inabitável,
As janelas sem vidros, contra os ventos,
Batem, de noite, em coro miserável,
Lembrando gritos, uivos e lamentos.
Nesse triste palácio inabitável...
Só resta uma varanda solitária,
Onde medra uma flor que bate o norte,
Sacudida de chuva funerária,
Lavada de um luar branco de morte.
Só resta uma varanda solitária...
Como nessa varanda apodrecida
Em minha alma uma flor também vegeta...
Toda a noite dos ventos sacudida,
Íntima, humilde, lírica, secreta,
Como nessa varanda apodrecida...
GOMES Leal
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